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Max Castro - Açougueiro Profissional

8 de abril de 2026

Workshop Açougue de Primeira em São Paulo

Max Castro - Açougueiro Profissional

8 de abril de 2026 - Workshop Açougue de Primeira em São Paulo

ERP mostra estoque de carne, mas o balcão do açougue ou a ilha de autosserviço continua vazia? Como o Dalben Supermercados transformou a operação do açougue com Kikker e Fluxxer

  • há 2 dias
  • 5 min de leitura

Dentro de um supermercado, poucas seções impactam tanto a percepção do cliente, o ticket médio e a rentabilidade quanto o açougue. É ali que muitos consumidores tomam decisões importantes de compra, observando frescor, padronização dos cortes, apresentação da carne, limpeza, atendimento e disponibilidade dos produtos. Quando o açougue está bem abastecido, organizado e com excelente execução operacional, ele se transforma em um verdadeiro gerador de margem. Mas quando a operação falha, o impacto aparece rapidamente no caixa, na experiência do cliente e principalmente na última linha do negócio.

Uma pergunta bastante comum entre proprietários, gestores de operações, encarregados de perecíveis e especialistas em açougue é a seguinte: por que o ERP mostra estoque de carne, mas o balcão do açougue ou a bandeja de autosserviço continuam vazios?

Essa pergunta parece simples, mas revela uma das maiores dores da operação de perecíveis no varejo: a ruptura operacional no açougue.

A carne foi comprada.

O frigorífico entregou.

A nota fiscal entrou.

O estoque aparece no sistema.

As peças estão na câmara fria.

O ERP mostra saldo positivo.

Mas quando o cliente chega ao balcão…

Falta picanha.

Falta contrafilé.

Falta carne moída.

Falta bandeja pronta.

Falta churrasco.

Falta o corte promocional do final de semana.

Gestão de Abastecimento, S&OP, Compras, Supply Chain: O Case Dalben Supermercados Kikker e Fluxxer
Homem com máscara examina carnes em vitrine de açougue de supermercado. Placas de preços e promoções visíveis. Ambiente limpo e organizado.

E o cliente não entende por que o sistema mostra disponibilidade, mas a vitrine ou a ilha de autosserviço não entregam aquilo que ele procura.

Na prática, o problema nem sempre está na compra ou no fornecedor. Em muitos casos, a falha está entre o estoque, a produção, a programação de cortes, o abastecimento da vitrine, o controle de validade e a execução no chão de loja.

Foi exatamente esse desafio que o Dalben Supermercados, rede com 52 anos de história, aproximadamente 1.200 colaboradores e mais de 25 mil SKUs, decidiu enfrentar dentro de uma das seções mais estratégicas do supermercado: o açougue.

A resposta veio com a implantação do ecossistema formado pela inteligência da Kikker e pela disciplina operacional da Fluxxer, levando o setor de carnes a um novo nível de previsibilidade, controle e rentabilidade.

Antes da transformação, como acontece em muitos supermercados brasileiros, boa parte das decisões do açougue dependia da experiência da equipe, da memória do encarregado, de planilhas de Excel, de grupos de WhatsApp, de ligações internas e do famoso “feeling” do profissional mais antigo.

A pergunta diária era:

“Quanto vamos desossar hoje?”

“Quantas bandejas precisamos produzir?”

“Será que vai vender mais alcatra ou costela?”

“Tem carne suficiente para o final de semana?”

“Já conferiram as datas de validade?”

“Alguém já abasteceu a ilha promocional?”

Esse modelo pode até funcionar em operações menores, mas quando a rede cresce, o risco aumenta. E no açougue, errar significa perda imediata de margem.

Produzir menos gera ruptura.

Produzir demais gera quebra.

Abastecer tarde gera perda de venda.

Não seguir FEFO gera vencimento.

Fazer promoção sem execução gera perda de credibilidade.

Foi nesse cenário que a inteligência da Kikker começou a transformar a rotina do açougue.

A plataforma passou a analisar continuamente:

  • histórico de vendas de carnes por SKU;

  • comportamento de consumo por dia da semana;

  • sazonalidade de churrasco;

  • aumento de demanda em feriados;

  • métricas de sell-out;

  • curvas de demanda;

  • OSA (On Shelf Availability);

  • estoque virtual;

  • estoque negativo;

  • quebra por corte;

  • perdas operacionais;

  • velocidade de saída de bandejas.

Com essas informações, a operação deixou de trabalhar com “achismo” e passou a saber exatamente:

  • quais cortes precisam ser produzidos;

  • em qual quantidade;

  • em qual horário;

  • para qual loja;

  • com qual prioridade;

  • com qual cobertura de estoque.

Segundo os profissionais da operação, o que antes exigia análise manual dentro do ERP, cruzamento de dados de venda e consulta de planilhas, hoje chega praticamente pronto para tomada de decisão.

Mas prever demanda não basta. No açougue, a execução precisa ser impecável.

Foi aí que entrou o Fluxxer.

A plataforma passou a transformar alertas operacionais em missões reais no celular da equipe do açougue.

Cada tarefa passou a ter:

  • SKU específico;

  • corte específico;

  • loja específica;

  • responsável definido;

  • horário de execução;

  • prioridade;

  • evidência obrigatória;

  • escalonamento automático.

Na prática, isso significa que o sistema pode gerar tarefas como:

Desossar dianteiro.

Produzir bandejas de contrafilé.

Abastecer ilha de churrasco.

Repor carne moída.

Separar costela para promoção.

Checar validade das bandejas.

Aplicar FEFO.

Auditar exposição da vitrine.

Atualizar preço promocional.

Conferir planograma de carnes especiais.

Tudo isso com rastreabilidade completa.

O sistema pode exigir:

  • escaneamento EAN (código de barras);

  • confirmação do lote;

  • foto da execução;

  • horário da tarefa;

  • comprovação do abastecimento;

  • auditoria da exposição.

Isso elimina um dos maiores problemas do varejo de perecíveis: a falsa conformidade no açougue.

A famosa situação em que o checklist está preenchido, mas a carne não está na vitrine.

Outro ganho importante veio com o controle de shelf life, aplicação de PVPS, checagem de FEFO, auditoria de produção, controle de quebra e prevenção de perdas no varejo.

No açougue, isso representa:

Menos carne vencida.

Menos rebaixa.

Menos perdas por excesso de produção.

Menos falta de produto.

Mais frescor.

Mais padronização.

Mais margem.

Mais confiança do cliente.

Outro ponto crítico do açougue é o final de semana, quando a demanda por churrasco, carnes nobres e cortes promocionais aumenta de forma significativa.

Sem previsão correta, a operação corre dois riscos:

Faltar produto e perder venda.

Ou produzir demais e gerar quebra.

Com a inteligência da Kikker, a previsão de demanda passou a considerar:

  • histórico de sextas, sábados e domingos;

  • comportamento climático;

  • sazonalidade regional;

  • campanhas promocionais;

  • datas especiais;

  • performance de sell-out.

Com isso, o açougue passou a trabalhar com produção mais equilibrada e abastecimento muito mais preciso.

A gestão em tempo real também se tornou um diferencial. Com o dashboard operacional do Fluxxer, gestores conseguem identificar imediatamente:

  • qual loja ainda não abasteceu a vitrine;

  • qual equipe não concluiu a desossa;

  • qual SKU está com risco de ruptura;

  • qual lote precisa de rebaixa;

  • qual promoção ainda não foi montada;

  • qual checklist não possui evidência.

Sem rádio.

Sem WhatsApp.

Sem depender da memória da equipe.

Segundo Fernanda Dalben, tecnologia e gestão caminham juntas quando o objetivo é ganhar eficiência e melhorar os resultados na última linha.

O case do Dalben Supermercados mostra que, no açougue moderno, não basta apenas ter carne em estoque.

A pergunta correta agora é:

A carne saiu da câmara fria e virou venda?

Porque no açougue…

Carne parada é custo.

Carne vencida é perda.

Carne sem exposição é ruptura.

Carne sem execução é margem perdida.

Mas quando previsão de demanda, automação de processos no varejo, gestão de tarefas a nível de SKU, controle de conformidade, auditoria operacional, FEFO, shelf life e execução disciplinada trabalham juntos, o resultado aparece exatamente onde o supermercadista quer enxergar:

Na vitrine.

Na bandeja.

No cliente.

No ticket médio.

E principalmente na rentabilidade do açougue.

 
 
 

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